Retrospectiva Koji Yamamura – Destaque Monstra 2018

Koji Yamamura é um animador bem diferente do que associamos normalmente à cena japonesa.
A obra deste autor, além de original e cheia de personalidade, é importante para reforçar a ideia de que “anime” simplesmente quer dizer animação de um certo país e é um meio de contar histórias, não um género.

Sem medo de adaptar as técnicas aos sentimentos a transmitir, tão depressa usa células como pinturas e desenhos a lápis animados em papel, recortes, objectos, plasticina e por aí fora até chegar ao computador onde edita, transforma e cria efeitos.

Em 2007 escrevi sobre o seu filme Atama Yama (aconselho a ver aqui) a história de um homem, a quem cresce uma cerejeira na sua cabeça. Esta animação marcou-me pela originalidade da história e da técnica acabando por ser candidata ao Óscar de melhor curta de animação tornando Yamamura num nome reconhecido a nível internacional.

Este ano vai estar presente em Portugal para a Monstra e podemos encontrá-lo primeiro no dia 13 de Março, terça-feira às 18h a apresentar 9 curtas-metragens de estudantes da Tokyo University of Arts, curadas por si (aprox. 60 minutos). Uma iniciativa no âmbito do Monstra Universitária no auditório ETIC, Rua D. Luís, N.º 6.

No dia seguinte, 14 de Março, quarta-feira estará no Cinema São Jorge para uma Masterclass às 15h e às 17h00 para uma retrospectiva dos seus filmes (59’ VO, leg.pt, en).

A retrospectiva na Monstra vai abrir com a curta As Cordas de Muybridge (Muybridge’s Strings) e neste making of podemos ver um pouco do processo ecléctico que define Koji.

 

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